Reflexões sobre fotografia, cidade, haicai e a poesia que se esconde entre as coisas.
Sobre a arte de estar presente quando todos estão ausentes, e como a fotografia é, antes de tudo, uma forma de atenção.
A sÃntese máxima: assim como a fotografia captura o instante em uma imagem, o haicai o captura em três linhas. Dois olhares sobre o mesmo silêncio.
Três horas, quarenta e dois frames, dezesseis que sobreviveram à edição. Um relato do processo de percorrer o centro histórico com os olhos abertos.
Uma cadeira na calçada, uma carta esquecida na grade de uma janela, um sapato solitário na sarjeta. As coisas que as pessoas deixam para trás.